A contribuição dos estudantes

O diretor de cultura da UNE, Rafael Simões, conta que em 1999 a entidade realizou, na capital da Bahia, sua 1º Bienal de Arte e Cultura. “Ali a idéia de um circuito universitário começou a ser discutida, pois foi vista a necessidade de criar espaços e movimentos cotidianos”, relata.

Em 2001, a UNE dá um salto organizativo e cria um espaço específico para a produção, a prática e a militância cultural: o Cuca, Circuito e Centro Universitário de Cultura e Arte. Em 2005, os “Cucas” passam a fazer parte do programa Cultura Viva, articulando uma rede de 10 pontos de cultura em diversos estados do país, um deles fica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O local para a construção do Cuca RS dentro da universidade foi cedido pela própria UFRGS. Está localizado no anexo II da Reitoria, sala 25, conhecido como “Ex-Química ou Quindão” pelos alunos. As atividades também acontecem em diversos lugares como: salas de aula, pátios, restaurante universitário, até mesmo nos parques da cidade.

O objetivo do projeto é mostrar e desenvolver o trabalho de pessoas que tem talento mas não tem oportunidade. As atividades promovidas vão de oficinas e mostras até apresentações e shows dos artistas, que individualmente ou em grupo, ocupam o local para realizar seus trabalhos.

Assim como o diretor de cultura da UNE afirma que “a criação dos Cucas é uma vitória para o movimento estudantil por conta de sua diversificação e por romper com a cultura tradicional hegemônica”. Patrícia acredita que os Centros Universitários de Cultura e Arte executam um papel fundamental na construção das mudanças do Brasil. Ressalta que “as transformações no país passam pela valorização da cultura brasileira e dos diversos espaços onde ela é desenvolvida”.

Ao participar da rede de pontos de cultura, os CUCAs se integram definitivamente ao debate e à construção de uma política cultural para o Brasil. Dentro da diversidade desta rede, os estudantes organizados em torno da ação cultural nos CUCAs começam a realizar intercâmbios e trocas com pontos de cultura de diversas linguagens e origens sociais, ampliando os espaços de interlocução entre a universidade e a comunidade.

Um exemplo disto é este vídeo produzido pelos estudantes. Ele mostra as atividades desenvolvidas pelo Cucas junto com o movimento hip-hop durante o TEIA 2007, o encontro dos pontos de cultura.

O Cuca é mais um local onde a juventude que produz arte e cultura se encontra, estes espaços mostram como esta parcela da sociedade possuí capacidade criativa, artística e intelectual.


Uma resposta to “A contribuição dos estudantes”

  1. [...] comunicação para além do discurso meramente político e reivindicatório. Seja elas através do movimento estudantil, seja ela através do movimento [...]

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