PF investiga origem do queijo apreendido em MG

Texto originalmente publicado no portal G1

Agentes encontraram depósito com 16 toneladas do produto adulterado em Uberaba. Vigilância sanitária quer saber se as embalagens foram falsificadas.

A vigilância sanitária de Uberaba, no Triângulo Mineiro, vai investigar as empresas de latícinios que fabricaram 16 toneladas de queijo que estavam com embalagem adulterada. O material foi apreendido pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (29).

O dono da empresa escondia o prazo de validade vencido para enganar o consumidor.

Os fiscais querem saber se as empresas produziram mesmo o queijo ou se as embalagens foram falsificadas. Das sete marcas, seis são de Goiás e uma de Minas Gerais.

As datas de validade estavam vencidas desde julho. O queijo apreendido ficava num depósito clandestino. Três pessoas foram presas.

Selo de inspeção
Segundo a Vigilância Sanitária, três das marcas apreendidas tinham o selo de inspeção federal do Ministério da Agricultura e poderiam ser comercializadas em todo o país. As outras quatro tinham apenas o selo de inspeção estadual, o que significa que só poderiam ser vendidas no estado de origem, ou seja, Goiás.

O depósito não tinha autorização da Receita Estadual e da Vigilância Sanitária para funcionar, e nem nota fiscal da mercadoria. Muitas das peças apreendidas estavam vencidas desde julho, ou com a embalagem aberta.

Três pessoas foram presas. Os depoimentos à polícia só terminaram de madrugada. Um dos suspeitos confirmou que a movimentação no depósito quase sempre acontecia na calada da noite.

A polícia investiga agora há quanto tempo o depósito funcionava e onde o queijo era vendido. Os acusados podem pegar de dois a seis anos de prisão.
Leite adulterado
A Vigilância Sanitária analisa amostras de leite adulterado em Belo Horizonte. Os primeiros resultados do leite recolhido nos supermercados devem ser divulgados esta semana. As primeiras cinco amostras foram levadas para o laboratório da Vigilância Sanitária municipal de Belo Horizonte.

De acordo com os técnicos, o resultado final sobre o leite comercializado na cidade só deve ser conhecido daqui a, pelo menos, dez dias. É que ainda faltam outras 40 marcas do tipo longa vida integral para ser recolhidas nos supermercados.

Nesta terça-feira (30), os agentes da Vigilância Sanitária voltam ao supermercado para recolher mais caixas. As amostras recolhidas em Belo Horizonte são diferentes das que estão sendo investigadas pela Polícia Federal.

Os testes vão verificar se há substâncias como água oxigenada e soda cáustica usadas para aumentar o prazo de validade, neutralizar problemas como odor inadequado e corrigir a acidez.

~ por Natália Vitória em 30 Outubro, 2007.

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